terça-feira, 16 de abril de 2013

  Oi!!!   Que  saudade!!!   Espero  que todos  estejam   bem.
Sendo  assim......
Meus  alunos  sempre   me trazem   questionamentos e  coisas  novas, com  isso  me  impulsionam  a investigar  e a  aprender  para que  possa  ajuda-los, na  medida  do possível. Esta  semana, precisei   ir  a procura  de ajuda , sobre alguns   recursos  que  poderia  utilizar  para ajudar  um  aluno.   Me  deparei com um  artigo muito bom  que agora  divido  com vocês, espero  ser   útil  para  algum pai  ,que esteja  por  ventura, passando  por  este  mesmo problema.



DISLALIA – TROCA DE LETRAS

Dislalia – Troca de Letras
A dislalia é um distúrbio da fala que se caracterizado pela dificuldade de articulação de palavras: o portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.
Quando se encontra um paciente dislálico, deve-se examinar as os órgãos da fala e da audição a fim de se detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída a dislalia).
A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.
A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência.

O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub alerta:

Se algum fonoaudiólogo resolver tratar o problema de dislalia do seu filho através das famigeradas e ultrapassadas "técnicas" de rolha na boca, línguas-de-sogra, pedrinhas, canudinhos, vibradores, etc., saiam correndo, porque vai ser uma perda total de tempo e dinheiro!
Uma recomendação fundamental para impedir o desenvolvimento da dislalia é para que os pais e familiares do dislálico não fiquem achando engraçadinho quando a criança pronuncia palavras de maneira errada, como “Tota-Tola”, ao invés de “Coca-Cola”.
Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do "K" do "G", nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a pessoa omite tais fonemas (por exemplo, falando "ato" ao invés de "gato"; "ma'a'o" ao invés de MACACO). O "R" brando (que é pronunciado através da vibração da ponta da língua atrás dos dentes incisivos superiores); em muitos dos casos de dislalia, o "R" também costuma ser omitido ou pronunciado guturalmente (a pessoa fala como se fosse um francês ou um alemão falando Português).
As trocas de letras mais comuns provocadas pela dislalia são de "P" por "B", "F" por "V", "T" por "D", "R" por "L", "F" por "S", "J" por "Z" e "X" por "S".
Uma  orientação importante que o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub dá aos pais e professores é no sentido de eles próprios corrigirem os erros que seus filhos e alunos apresentem, já que o fundamental é não deixar que o mau hábito se instale. Na maioria das vezes, esse caso pode ser corrigido em casa mesmo ou na escola, através de repetição constante. Não se pense existem técnicas fonoaudiológicas mirabolantes para corrigir a troca de fonemas: a repetição de modelos corretos é, de longe, a melhor solução
.Esse problema pode se refletir também na escrita, e sua correção obedece aos mesmos parâmetros da correção dos problemas da fala. Os professores que trabalham com alfabetização devem dar uma atenção especial àquelas crianças que têm uma aprendizagem mais lenta e trocam letras ou apresentam outros sintomas da dislalia, insistindo com elas no sentido de que exercitem a pronúncia e ortografia correta das palavras.

Fonte: Instituto  de Oratória e  Fonodiaologia Simon Wajntraud


Beijinhos  e  até  mais.....

                                                                                           

                  
                                           



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AS TRÊS PENEIRAS




  Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele… Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, o interrompeu:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?
- Peneiras? Que peneiras?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não, não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram, mas eu acho que… E novamente Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe! – disse Olavo, assustado.
- Então, continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar; – fala Olavo, surpreendido.
- Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras- disse o chefe sorrindo e continuou:
- Da próxima vez antes de obedecer ao impulso de passar uma história adiante, submeta-o ao crivo das TRÊS PENEIRAS:
VERDADE – BONDADE – NECESSIDADE
Pessoas inteligentes falam sobre idéias,
Pessoas comuns falam sobre coisas,
Pessoas medíocres falam sobre pessoas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Festa final de ano

Quanto  tempo  pessoal!!!  Enfim  um pouco  de descanso,um  pouco de calmaria...  A correria   do final  de ano foi grande,mas  totalmente  recompensadora!!   
Meus  alunos  venceram   mais  um ano letivo e todos  estão de parabéns!!
Estou   muito  feliz e orgulhosa  de  todos.  Como já  é de  costume  comemoramos  nossa  vitória  com  muitas   guloseimas !!  Fizemos campeonato  de  Soletrando  e Tabuada. 
As campeãs   foram presenteadas  com   todas  as  honras.Foram  elas: Alexia  e  Talita.
O caderno  de caligrafia  mais  caprichado também foi  premiado , parabéns  Alexia!!
Este ano, foram  alfabetizadas:  Yasmim,Alexia e Gabriela.  








Parabéns a  todos  e bem  vindo  2013!!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

LETRA BASTÃO X LETRA CURSIVA

Nossa  meus amigos,que saudade!!!! A correria aqui, tá  grande, estamos na reta final do ano e  meus  alunos estão precisando demais  de atenção. Nosso objetivo é  que ninguém  repita  de ano  e para   que  isso ocorra, precisamos  trabalhar   dobrado!!!
Saibam  que  mesmo  com toda  essa correria, me sinto  muito feliz, pois faço o que escolhi  para minha vida,ser educadora muito me honra e me orgulha, pois  já colhi  com  minha  profissão muitos  frutos!!!
Nada  paga  a alegria de ver meus  alunos avançando, conquistando autonomia ,confiança...
Ah!  chega !!!  To ficando boba...
Bem,  preparei   para vocês hoje  um artigo muito especial  e  importante para todos nós ( pais, professores).  É muito   complicado para nossas  crianças  esta  passagem da  letra  bastão para  cursiva. Em   meu  dia a  dia  trabalhando  com alfabetização vivencio  isto  todo  hora.
Então , leiam e tirem  suas  próprias conclusões.
Beijos  em  todos  e até  mais......



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LETRA BASTÃO X LETRA CURSIVA

Janaína Albani Dias e Renata Brogni da Silva
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Com o passar dos tempos torna-se cada vez mais importante a crescente preocupação com relação à alfabetização. Governo, educadores, escolas e pais unem-se para que cada vez mais, tenhamos crianças bem alfabetizadas, formadas e tornando-se, futuramente, cidadãos críticos e profissionais qualificados.
A atenção com as classes de alfabetização é um dos pontos mais relevantes e considerados pela educação atual, pois é a base para toda a vida escolar do ser humano.
É também nestas classes que os alunos tomam “gosto” pelo estudo. Desta forma, se a atividade escolar não for prazerosa, motivadora e se os professores não tornarem a educação, em especial a alfabetização, uma prática agradável, as chances dos alunos desanimarem e desapontarem-se é bastante grande.
A real preocupação com a alfabetização surgiu com o renascimento (século XV e XVI), uma vez que eram publicados livros para um público bem maior e a leitura deixou de ser coletiva e passou mais individual.
Como conseqüência da preocupação com a alfabetização surgem as primeiras “cartilhas”, com o objetivo único de dar ênfase a leitura.
Depois de 1950 a cartilha passou por uma grande transformação, objetivando, a partir de então, a escrita dos alunos.
Atualmente, a prática escolar adotada, ainda baseia-se na cartilha tradicional.
Porém, conforme afirma cagliari (1999, p. 31):


“O processo de alfabetização pode ser diferente do método das cartilhas, procurando equilibrar o processo de ensino com o de aprendizagem, apostando na capacidade de todos os alunos para aprender a ler e escrever no primeiro ano escolar e desejando que essa habilidade se desenvolva nas séries seguintes, até chegar ao amadurecimento esperado pela escola”.


A escola, nos últimos anos, foi bastante surpreendida pelas inovações dos campos da ciência e da tecnologia.
Com esses avanços, muitas teorias acerca da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo, da leitura, da escrita e da alfabetização foram sendo complementadas, discutidas e reconstruídas necessitando trazer consigo reformulações dos métodos educacionais.
Pensando nessas mudanças, questionamos: será que além de todas as dificuldades que os alunos já enfrentam no processo de alfabetização, eles têm a necessidade de aprender a ler e escrever a letra cursiva, cuja sua utilização nos tempos atuais encontra-se quase que exclusivamente na escola?
Pois não a encontramos em nenhum outro lugar no contexto social?
Porque a maioria dos professores continuam trabalhando com a letra cursiva, exigindo esta aprendizagem, muitas vezes como critério de aprovação?
Em função desta contradição (aprendizagem em letra cursiva X contexto social em letra bastão), identificamos a necessidade de uma pesquisa aprofundada, já que na literatura atual não há quase nada que se refira diretamente a este assunto.
Gostaríamos de salientar a relevância deste artigo, para a educação, pois verificamos, ser este um assunto bastante polêmico entre professores.
Assim, esperamos que contribua e auxilie os professores alfabetizadores para que melhor desempenhem seu trabalho.
Considerada uma questão bastante complicada e duvidosa, muitos professores não sabem que tipo de letra utilizar para alfabetizar de forma mais eficaz:, bastão ou cursiva? Veja, um quadro descritivo das características das letras cursivas e bastão.






Como o objetivo da escola deve ser o de preparar cidadãos críticos capaz de transformar a realidade para melhor, a proposta de alfabetização deve naturalmente adequar-se às exigências da realidade atual.
Realidade esta, em que a letra bastão esta presente em todos os momentos da vida de uma criança: em livros, televisão, revista, jornais, embalagens, rótulos, no teclado do computador.
Ficando a escola como um dos únicos espaços sociais em que privilegia a escrita com letra cursiva.
Muitos educadores dedicam parte do seu tempo treinando o alfabeto manuscrito com seus alunos, apesar de viverem num mundo onde a letra de forma é dominante. Desta forma, percebe-se uma grande perda de tempo e esforço por parte dos alunos e professores que tentam insistentemente a grafia da letra cursiva.
Tempo este que poderia e deveria ser melhor aproveitado, com atividades desafiadoras com objetivos reais para o crescimento de seus alunos.
Percebe-se então, a dificuldade com que se defrontam estas crianças, que recém aprendendo a ler e escrever depara-se com obstáculos criados e na maioria das vezes impostos pela própria escola, que na maioria das vezes obrigam seus alunos a utilizar a letra cursiva, sendo em muitos casos um inibidor de avanços e aprendizagens, podendo trazer conseqüências bastante sérias e graves, como, por exemplo, o fracasso escolar.
Segundo ferreiro, (apud nova escola, 1996, p. 11) começar a alfabetização com letra bastão é uma tentativa de respeitar a seqüência do desenvolvimento visual e motor da criança.
No entanto, em vez dos professores despenderem a energia de seus alunos no aprendizado da letra cursiva, poderia utilizá-la para outras atividades mais importantes e necessárias para a vida dos alunos, como por exemplo: leituras, jogos, brincadeiras, músicas, etc. convictas de que as classes de alfabetização são a base para a vida escolar do aluno.
Assim, esta deve ser uma etapa encantadora e estimulante para que a criança siga com entusiasmo sua vida escolar com motivação e determinação.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
ADRIANA, Vera e Silva. Bastão X Cursiva, os prós e os contras de cada letra na alfabetização. São Paulo: Ed. Abril, n. 99, XI, p. 8-16, dez 1996.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização sem o ba, be, bi, bo, bu. Pensamento e ação no magistério. São Paulo: Editora Scipione, 1999.
Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF.1997
Revista Nova escola: Entrevista realizada com Emilia Ferreiro: 1996. p. 11


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um pouquinho sobre TDAH


Pois é, muitos pais me perguntam  constantemente o que é TDAH, visto que esse  nome se tornou muito comum  no  meio escolar.
Digo-lhes que ....

TDAH é um distúrbio freqüente em crianças que apresentam os sintomas de desatenção, inquietação, dificuldade em brincar ou ficar em silêncio durante a atividade de lazer, dificuldade para  manter a atenção em atividades lúdicas, não consegue terminar seus deveres escolares, tarefas domésticas ou profissionais.
Na escola não conseguem exercer atividades, como, por exemplo, não copiam da lousa, não acentuam palavras corretamente, escrevem no caderno do final para o começo e dificilmente conseguem terminar o trabalho escolar.
Em geral as características do TDAH  são:

Não escuta quando lhe falam diretamente.

Não presta atenção a detalhes e comete erros nas tarefas devido ao seu descuido.
Não seguem as instruções até o final e não termina tarefas escolares.
Evita, reluta em se engajar em tarefas que exigem esforço mental continuo.
Se distrai facilmente por estímulos externos.
Agita as mãos ou os pés, remexe na cadeira.
Abandona sua cadeira em sala de aula e em outras situações que lhe é exigido que permaneça sentado.
Está a mil ou a todo vapor, fala em demasia, dá respostas precipitadas antes das respostas trem sido completadas, dificuldade em aguardar a sua vez.

O tratamento para crianças portadoras de TDAH é baseado primeiramente na hipótese diagnóstica realizada por um especialista e um planejamento de ação de múltiplas frentes: a psicoterapia cognitivo-comportamental é o tratamento especificamente recomendado, pois atinge bons resultados - sob indicação médica, psicopedagogia, psicomotricidade, fonoaudiologia, orientação para pais e professores e o uso adequado da medicação.

  Pronto, agora é só prestarmos atenção aos nossos filhos e só assim identificaremos se eles têm ou não TDAH.



ABRAÇOS E ATÉ MAIS!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

DISLEXIA? O QUE É MESMO?

Oi gente, que saudade!!! E que correria louca também. Tenho trabalhado muito, claro que isto é muito bom! O ruim é que acaba sobrando pouco tempo pra gente também. Com isso minhas escapadinhas aqui no  blog; cantinho este, que  escolhi pra  conversar com vocês, acaba  ficando cada vez mais escasso. Mas podem ter certeza que sempre, mas sempre que puder,  postarei algo  que  ache necessário.
UM ABRAÇO A TODOS E FIQUEM LIGADOS QUE VEM COISA BOA POR AI!




            

Nem sempre as dificuldades dos alunos com a leitura e a escrita são sinônimo de dislexia – aliás, raramente são! 

Conheça cinco respostas essenciais para entender melhor o problema


Embora muitos já tenham ouvido falar sobre dislexia, pouca gente conhece as características do transtorno e a frequência com que realmente ocorre na escola. O que, de fato, é sintoma do problema? Por que ele é tão confundido com outras dificuldades de aprendizagem? O que a escola deve fazer a respeito? Veja cinco respostas sobre essas e outras questões. A consultoria é de Fábio Pinheiro, fonoaudiólogo do Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
 

Leia mais Quatro mitos da dislexia

1. O que é dislexia?
 
É um transtorno de aprendizagem que faz com que a criança ou adolescente apresente dificuldades para associar as letras e sílabas com seus sons correspondentes. De origem genético-neurológica, tem como característica uma alteração na parte do cérebro responsável pelo processamento da linguagem. É como se o disléxico enxergasse um punhado de letras numa sopa de letrinhas, sem um signifcado claro.
 

O obstáculo principal é converter o som em sinal gráfico (e o contrário também). Isso gera, por exemplo, problemas na leitura (mais lenta e silabada – com troca da sílaba tônica) e na escrita (erros ortográficos como inversões ou omissões das letras).

Esta condição permanece durante toda a vida acadêmica, da pré-escola ao ensino superior. Mas atenção: o disléxico tem uma inteligência normal e sua compreensão oral é preservada, assim como o raciocíonio lógico-matemático. Ou seja, o indivíduo tem uma dificuldade localizada, que não compromete 0 aprendizado global.

É muito diferente, por exemplo, de um transtorno de aprendizagem. Um aluno com esse problema tem um acometimento nas habilidades de leitura e escrita – como um disléxico –, mas vai apresentar dificuldades em todas as outras áreas do aprendizado, incluindo as habilidades relacionadas ao raciocínio lógico matemático e a compreensão oral, que não ocorrem como manifestação da dislexia.
 


2. A quantidade de alunos considerados "disléxicos" é exagerada?
Na opinião de muitos especialistas, sim. Há duas razões para isso. A primeira é a falta de preparo para identificar os sinais de dislexia e de outros desvios de aprendizagem por parte dos educadores. Esta realidade mostra que é preciso investir na capacitação para identificar os sinais da maneira correta e desenvolver estratégias que minimizem o impacto na vida da criança e adolescente que realmente tem o transtorno.
 

Mas o segundo motivo é o principal responsável no exagero no total de diagnósticos: a tendência de relacionar as causas do fracasso escolar a distúrbios de saúde. Em geral, raciocínios do tipo "se o aluno está um pouco atrás do resto da turma e ainda não consegue ler direito, então é disléxico" não se sustentam. Em sua maioria, as dificuldades de aprendizagem têm outras origens: pode ser uma falta de familiaridade com o tema (como no caso de alunos em alfabetização com pouco acesso a textos escritos fora da escola), um ritmo de aprendizado diferente e mesmo uma inadequação com a metodologia de ensino da escola.

A dislexia, por sua vez, é uma condição relacionada à genética e ao sistema neurológico. Como há semelhanças nos sinais mais aparentes, algumas crianças são erroneamente rotuladas como disléxicas. Vale lembrar que apenas um fonoaudiólogo pode dar um diagnóstico correto.

3. O que faz com que dislexia seja confundida com outras dificuldades de aprendizagem?
Retomando a explicação da pergunta 1, lembramos que a criança disléxica pode apresentar uma leitura mais lenta e silabada, além de erros ortográficos como inversões ou omissões das letras. Um rápida reflexão revela que essas são dificuldades semelhantes àquelas do início da alfabetização para qualquer criança, quando elas devem adquirir o domínio alfabético e a compreensão de que a escrita é uma representação da fala, exercitando as chamadas habilidades de consciência fonológica.

Infelizmente é comum que estes erros sejam considerados por alguns professores como sinais de dislexia, quando na verdade inerentes ao processo de alfabetização – ou, se persistentes, podem ser apenas o resultado de uma metodologia de ensino que não focou tais habilidades e que permitiu o prosseguimento dos erros comuns dos primeiros anos. Por isso é fundamental avaliar todo o contexto e conhecer o percurso acadêmico do aluno, avaliando seu nível de aprendizagem para saber se ele realmente tem algum desvio.

4. O que a escola deve fazer?
 
A escola tem papel central. Cabe a ela orientar todos os profissionais envolvidos, como coordenadores, professores e demais funcionários, instruindo-os para uma prática pedagógica com base nos conhecimentos científicos da área, evitando confusões entre as dificuldades de aprendizagem. Se a escola já tem um aluno disléxico, deve oferecer acompanhamento individualizado. A orientação dos pais e familiares é outra responsabilidade. Formas de cumpri-la incluem encontros, palestras e discussões com especialistas, desmistificando a dislexia e mostrando que existe em menor proporção do que se imagina.
 

Já o professor é o responsável por levantar os primeiros sinais e fazer os encaminhamentos. Ele deve adequar o tempo das atividades propostas e criar estratégias que favoreçam a participação deste aluno em sala de aula. Também é possível fornecer o material que será exposto na lousa já impresso, com esquemas e organogramas ilustrativos, reforçando oralmente o conteúdo - já que o disléxico tem a compreensão oral preservada - e segmentando as atividades mais extensas.
 

5. Como é o tratamento?
Ele tem como base a terapia fonoaudiológica, em que a parceria dos pais e da escola é decisiva. A terapia consiste em encontros semanais com o fonoaudiólogo, que utiliza estratégias para aprimorar a fluência, a velocidade e a compreensão da leitura oral e silenciosa. Em geral, estes atendimentos contemplam o trabalho com os sons e a representação gráfica da fala. Podem incluir, por exemplo, atividades de separação silábica, além da exploração de textos com rima e aliteração, a repetição de palavras.
fonte de pesquisa: site revista Nova Escola




beijinhos e tenham todos uma boa noite!